
Ao passar em uma dessas avenidas,
Usei meu dinheiro para comprar livro em uma dessas livrarias.
Na hora de fazer a minha leitura, procurei usar toda minha lentidão, atenção e imaginação.
Na compra cara desse livro, descobri finalmente uma fonte de riqueza, riqueza do verbo e da oração, não do livro de papel.
Durante a minha leitura, no decorrer das páginas, eu enxerguei um monte de figuras e desenhos... Pena que o escritor não as imprimiu nas folhas, deve ser para economizar tinta e custear a obra.
Não creio que ele escrevia errado, mas em muitas partes eu o descordava em alguns sentidos, hora ele mencionava o amarelo e eu enxergava um dourado, hora ele falava da escuridão e para mim, era tudo bem mais claro.
O mais estranho era que alguns personagens ele escrevia como se voassem, e ele nem descreveu se eles tinham asas,
Acredito que esses tinham muita sorte, pois para mim, tinham mesmo é que chegar andando.
Percebi então, que nem sempre o leitor é cúmplice do escritor, as vezes o leitor é alternativo e chega ao seu escolhido pote do tesouro sozinho,
Descobri também que os livros nunca são longos, as folhas é que são em bastante quantidade e com muitas frases.




