terça-feira, 28 de outubro de 2008

TEM NOME

Existe uma linha tão irracional quanto o tempo, que procura saber mais que as pessoas podem, procura agir por vontade das circunstâncias, dando assim algumas brechas para o destino.

Quando criança nunca me apresentaram, nunca soube que o tombo era assim, só havia me levantado do chão, até conhecer o poder que essa tem. A vida me ensinou algumas coisinhas importantes, que a dor torna difíceis de esquecer...

Nesse momento você me inspira e de olhos fechados ainda não aprendi a ver, mas posso sentir com clareza, o som de sua beleza, não posso adormecer com esse sentimento, abro as portas e saiu pro tempo...

As gotas são de sal, beleza do mar que do meu coração faz brotar... Alegria sempre foi passageira e se marco bobeira ela não demora a ficar, teu riso molhado é o riacho, lava o sal e não deixa ficar, assim vejo o brilho e entendo que chorar não aumenta a água do lago, só sustenta aquele que mora no outro lado...

Eu sempre vejo tudo, mesmo no escuro, só não no obscuro que o mostro invisível costuma ficar, quando me ataca, não recuo, ele costuma falhar... Não aprendi na escola, que não sabe ensinar... Aprendi na igreja, não a que freqüentava minha avó Tereza, mas naquela que é de pouco falar, mas com uma certeza nos ensina a rezar, rezar não, Orar!

Toque minha mão, me tire do chão, me faça levitar...
Sempre quis andar contigo, mas como o mundo é mundano a linha lhe fez afastar, agora, não evite me tocar... Posso mudar e enquanto você dormi, não deixo de sonhar, crie o fruto, é nosso, vou mostrar que você é a menina dos meus olhos...


F. SPACASSASSI

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